Música atrapalha a criatividade?

Ouvir música enquanto escreve pode mais atrapalhar do que ajudar

Este post foi escrito por Melissa Burkley (PhD) e publicado originalmente em https://www.psychologytoday.com/us/blog/the-social-thinker/201911/does-music-impair-creativity

Com o National Novel Writing Month (NaNoWriMo) em pleno andamento, muitos escritores podem estar procurando maneiras de quebrar seus bloqueios de escritor e aumentar sua criatividade. Uma técnica comum usada por esses escritores é a música.

Quando comecei a escrever romances, criei uma playlist para me inspirar enquanto escrevia. Ela consistia de músicas instrumentais sem letras (principalmente trilhas sonoras de filmes) que evocavam as emoções específicas que eu esperava capturar em minhas composições. E eu não estou sozinha nessa técnica. Pesquisas on-line mostram que a maioria das pessoas ouve música enquanto escreve ou trabalha.

O pressuposto é que a música, especialmente a música clássica e não lírica (pense Mozart ou Beethoven), aumenta a criatividade. Mas isso é verdade?

Um estudo publicado no início deste ano decidiu colocar essa suposição à prova. Essa era a premissa: as pessoas eram separadas em dois grupos – um que ouvia um tipo específico de música enquanto trabalhava em uma tarefa de criatividade e outro que ouvia silêncio. Três experimentos diferentes usaram essa configuração para testar o impacto dos diferentes tipos de música.

  • Música com letras desconhecidas (idioma espanhol) x silêncio
  • Música com letras familiares (em inglês) x silêncio
  • Música instrumental sem letra x silêncio

Nos três estudos, descobriu-se que ouvir música diminui significativamente o desempenho no teste de criatividade. Não importava se a música tinha letras ou não. Não importava se a música estava em um idioma compreendido ou não. O que claramente surgiu foi um padrão sugerindo que, em todas essas condições, a música resultou em pior desempenho.

Antes dessa série de experimentos, alguns estudos mostraram evidências de que a música aumenta a criatividade, mas esses estudos mediram a criatividade usando algo chamado Tarefa de Usos Alternativos (que pede às pessoas para indicarem várias maneiras criativas de se usar um objeto, como um tijolo ou um clipe de papel). Nos últimos anos os cientistas se afastaram dessa medida porque ela falha em capturar o “pensamento convergente”, que se refere ao processo de fazer conexões entre conceitos aparentemente distintos para chegar a uma solução nova e criativa.

Nos estudos de 2019 os pesquisadores usaram a Tarefa Associada Remota Composta (CRAT), que é uma forma melhorada de medir a criatividade baseada em insights e a criatividade verbal. Neste tipo de tarefa as pessoas recebem três palavras (dial/dress/flower) e devem gerar uma quarta palavra que conecte as outras três (sun). Assim, o CRAT é uma melhor avaliação do processo criativo que se passa no cérebro de um escritor.

Em suma, os estudos de 2019 fornecem fortes evidências de que, ao contrário da crença popular, ouvir música realmente prejudica o processamento criativo dos escritores para produzir seu trabalho. Mas e se você não aguentar o som do silêncio ao trabalhar? Não se preocupe, aqui está uma solução simples. No terceiro experimento, além do grupo de música e silêncio, eles também incluíram um terceiro grupo que ouviu ruído ambiente (conversas distantes, digitação, farfalhar de papéis) enquanto trabalhava na tarefa de criatividade. Os resultados mostraram que esse grupo de ruído ambiente apresentou desempenho equivalente ao grupo de silêncio (e melhor que o grupo de música). Portanto, se você ouvir música enquanto escreve, considere alternar para o ruído de fundo ambiente.

Na verdade eu cheguei a essa conclusão há alguns anos atrás. Embora tenha ouvido música instrumental enquanto escrevia meu primeiro romance, desde então me afastei dessa abordagem. Atualmente, ouço sons da natureza. Se estiver quente lá fora, sento no meu deck e escrevo enquanto ouço sons de pássaros e vento percorrendo as árvores. Mas quando o clima frio me leva para dentro, eu acesso o YouTube e ouço vídeos de sons da natureza – córregos murmurantes, ondas do mar, grilos ao redor de uma fogueira, aquilo que melhor se encaixar no local e no humor que estou tentando capturar em minha cena. Além disso, pesquisas mostram que estar exposto à natureza de qualquer forma é um incentivo natural à criatividade (veja meu post “Pegue um pouco de ar fresco” para aumentar sua criatividade).

Meu autor favorito Stephen King certa vez afirmou que ouviu Metallica e Anthrax para fazer a sua criatividade fluir enquanto escrevia. Mas parece que ele também se afastou dessa abordagem. Em uma entrevista de 2011 no The Atlantic, King declarou: “Agora eu só escuto música quando reescrevo. Eu não ouço música mais quando componho. Não posso. Perdi a capacidade de executar várias tarefas dessa maneira!” King atribui a mudança à idade, mas, na verdade, a música é uma distração para o seu cérebro, não importa a sua idade. Como resultado, ouvir música enquanto escreve ou trabalha pode prejudicar a sua capacidade de ter aquelas ideias geniais necessárias para o processo criativo. Portanto, da próxima vez que estiver escrevendo, desligue sua música, remova esses fones de ouvido e sente-se em um parque, em uma cafeteria ou em uma biblioteca para obter um impulso de criatividade necessário.

Privatização da Eletrobrás

Por esses dias aqui na nossa região circulou uma postagem no Facebook questionando algumas coisas referentes a Energisa, a concessionária de energia elétrica. Especificamente, sobre valores cobrados como impostos, serviço de transmissão, etc. Em todo o Brasil a conta de energia é sempre bem cara por termos um sistema defasado e com custo elevado, que é repassado para o consumidor.

Mas isso está prestes a mudar: https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2019/11/05/bolsonaro-assina-projeto-de-lei-sobre-privatizacao-da-eletrobras.htm

Na notícia acima publicada no UOL você pode ler que o governo federal pretende privatizar a Eletrobras (bem como diversas outras empresas estatais) e o resultado disso será economia no nosso bolso.

Como?

Apesar das opiniões contrárias a privatização sempre traz diversos benefícios:

  • Abertura do mercado para a concorrência
  • Melhoria na eficiência dos processos
  • Otimização do quadro de colaboradores e consequente redução de custos
  • Incentivo a inovação (devido a concorrência)

É claro que a economia na conta de energia não irá aparecer da noite pro dia. O mercado de energia elétrica brasileiro é bastante complexo, fechado e com regras arcaicas e resolver todos os problemas levaria anos, talvez décadas.

E outro passo importante que precisaria ser dado é acabar com o sistema de concessionárias, permitindo a livre iniciativa no fornecimento de energia e a concorrência livre entre empresas. Assim como você pode hoje escolher qual provedor de internet quer usar em sua casa.

5 profissionais de marketing revelam como entendem e influenciam o comportamento do consumidor

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no blog da Hubspot.

Como Elle Woods disse uma vez: “Quem disse que a laranja é o novo rosa tinha sérios problemas”.

Se você não viu Legalmente Loira, Elle estava se referindo a uma tentativa feita por uma marca de influenciar o comportamento do consumidor. No entanto sua tentativa ficou aquém porque a empresa fictícia não conseguiu se alinhar com seu público-alvo.

Segundo a Salesforce, 76% dos consumidores esperam que as empresas entendam suas necessidades e expectativas.

Em outras palavras, os clientes querem que as empresas entendam seu comportamento. É por isso que entender e influenciar o comportamento do consumidor é essencial para um profissional de marketing.

Abaixo iremos discutir a teoria do comportamento do consumidor e, em seguida, revisar algumas estratégias especializadas para entender e influenciar os clientes.

A teoria do comportamento do consumidor

O comportamento do consumidor é o estudo de como as pessoas gastam seu dinheiro. Isso geralmente é feito por economistas, para que possamos entender melhor como o gosto e a renda pessoais moldam a economia. No entanto, os profissionais de marketing também usam essas informações para comercializar seus produtos.

Para estudar o comportamento do consumidor e saber mais sobre a personalidade do comprador considere as respostas para estas perguntas:

  • Como seus clientes se sentem em relação a determinadas marcas ou produtos?
  • Por que eles escolhem um produto em detrimento de outro?
  • Como é o seu processo de pesquisa e avaliação?
  • Eles preferem comprar online?
  • Qual a importância das opiniões em suas decisões de compra?

O objetivo é entender por que os consumidores tomam as decisões que tomam, para que você possa vender para eles da melhor forma possível.

Para entender completamente o comportamento do consumidor considere estes fatores que fazem parte da compra:

Psicológico

Quando as pessoas compram algo, seu espaço mental e sua mentalidade desempenham um grande fator. No fim, sua percepção, atitude e histórico influenciam a compra final.

Pessoal

Fatores de identificação pessoal como idade, histórico financeiro, cultura, interesses e hobbies também desempenham um papel na decisão de compra.

Social

Os clientes consideram os pensamentos e opiniões de outras pessoas antes de comprar um produto. Eles pensam: “O que minha família e amigos pensam deste produto?” e “Quais são as avaliações desse produto?” Às vezes eles consideram esses elementos sem nem pensar.

O comportamento do consumidor como método de marketing surgiu nas décadas de 40 e 50, quando o marketing deixou de depender da economia e, em vez disso, se concentrou em outras disciplinas como psicologia e sociologia. Isso levou ao desenvolvimento de uma série de teorias que analisam o comportamento do consumidor.

Teorias de comportamento do consumidor

Existem cinco principais escolas de pensamento em relação ao comportamento do consumidor:

1. Teoria psicanalítica

Essa teoria afirma que os consumidores tomam decisões de compra com base em seus sentimentos, esperanças, aspirações e medos. Por exemplo, se alguém aspira ser cantor, provavelmente comprará aulas de canto ou softwares de gravação de música.

2. Teoria sócio-psicológica vebleniana

Este modelo afirma que os seres humanos são criaturas sociais e fazem compras com base em normas sociais e culturais. Por exemplo, como as opções sem glúten, vegetariana e vegana estão se tornando mais prevalentes na sociedade, os consumidores estão mais propensos a comprar essas opções em restaurantes.

3. Teoria da ação racional

Essa é a teoria de que os consumidores fazem compras quando esperam um resultado específico. É por isso que os profissionais de marketing precisam associar um resultado positivo à compra de seus produtos. Por exemplo, profissionais de marketing de personal trainers associam a saúde geral e a perda de peso aos seus programas de exercícios.

4. Teoria da necessidade de motivação de Maslow

Maslow, psicólogo na década de 1950, criou uma hierarquia baseada em necessidades que explica por que as pessoas compram. Essa hierarquia afirma que as pessoas compram coisas para atender às suas necessidades: psicológica (sobrevivência), segurança, amor, estima e auto-atualização. Por exemplo: as pessoas compram sistemas de alarme para suas casas porque valorizam e precisam de segurança.

5. Teoria da compra por impulso de Stern Hawkins

Embora existam muitas razões pelas quais as pessoas compram coisas, às vezes há muito pouco pensamento nisso. As compras por impulso ocorrem quando as pessoas compram produtos com base em estímulos externos. Por exemplo: se as pessoas virem uma barra de chocolate na fila do caixa, elas poderão comprá-la simplesmente porque ela está lá.

Para todas essas teorias, a criação de uma persona de comprador o ajudará a entender melhor as motivações de seus clientes.

Então, como você pode influenciar o comportamento do consumidor em suas campanhas de marketing? Vamos consultar os especialistas.

Especialistas em marketing revelam estratégias de comportamento do consumidor

Nesta seção reunimos algumas estratégias de comportamento do consumidor de profissionais de marketing de vários setores. Dê uma olhada nas dicas deles para melhorar o impacto da sua próxima campanha de marketing.

1. Dave Cherry, da Cherry Advisory

Estratégia de marketing: prever o comportamento do consumidor

Dave Cherry é consultor de estratégia executiva da Cherry Advisor e fala sobre como prever o comportamento do consumidor. Ele diz:

“As idéias obtidas por saber com precisão o que um cliente fará são muito mais valiosas do que saber o que ele fazia anteriormente (dados transacionais) ou quais são os seus perfis demográficos”.

Com isso em mente, se os profissionais de marketing puderem prever com precisão o comportamento do consumidor, terão grande sucesso em suas campanhas de marketing.

Para os varejistas, prever o comportamento do consumidor pode ser tão fácil quanto entender como as férias afetam as decisões de compra. Cherry diz: “Usando dados do Prosper Insights, a National Retail Federation publica frequentemente suas perspectivas sobre o gasto total (por exemplo, espera-se que o gasto no Dia das Mães aumente em x% este ano) bem como os gastos por categoria (por exemplo, prevê-se que flores aumentem y% e doces diminuam em z%). Muitos varejistas podem prever as vendas de uma categoria ou departamento, ou ainda as escolhas individuais dos consumidores, em toda a sua cadeia com bastante precisão.”

Embora nem todas as indústrias possam usar feriados como método de previsão, especialmente as empresas B2B, a sazonalidade pode afetar a maioria das indústrias. Pense em quando as empresas gastam mais dinheiro. É no primeiro ou no quarto trimestre? Quando as pessoas investem? Essas perguntas podem ajudar a prever o comportamento do consumidor para empresas B2B que não podem necessariamente confiar nos mesmos métodos de previsão para empresas B2C.

Prever o comportamento do consumidor significa essencialmente ter o produto certo pelo preço certo e na hora certa. Cherry diz: “O momento certo não se refere apenas a ter estoque, mas também a estabelecer uma conexão com os clientes no contexto certo. Esse é um desafio que muitos ainda estão trabalhando para resolver”.

2. Alex Birkett, da Hubspot

Estratégia de marketing: registrar o comportamento do consumidor

Como gerente sênior de marketing da HubSpot, Birkett está focado em alcançar crescimento. Ele diz:

“A melhor maneira de entender o comportamento do consumidor é definir a sua estratégia de análise, mapear os eventos comportamentais mais críticos na jornada do cliente, definir as metas e objetivos mais importantes para o negócio, e encontrar uma maneira de rastrear tudo isso. Através de experimentação, segmentação e análise de coorte, você pode começar a aprender mais sobre quais fatores realmente influenciam o comportamento do consumidor e qual é o impacto de uma experiência.”

Por outro lado, “A pior maneira de prever o comportamento do consumidor é perguntar diretamente aos consumidores o que eles farão ou o que eles pensam; as preferências reveladas são geralmente diferentes das preferências declaradas, e os consumidores normalmente são muito ruins em articular o que realmente querem e irão fazer. Os dados qualitativos podem ser ótimos para ideias de experiências e para descobrir pontos de dor, mas são muito ruins para diagnóstico, causalidade ou para lhe dizer como corrigir esse ponto de dor.”

Com isso em mente, a melhor maneira de aprender quais fatores influenciam o comportamento do consumidor é executando experimentos controlados e confiáveis.

3. Dayne Topkin, da Hubspot

Estratégia de marketing: entendendo o comportamento do consumidor

Como gerente de marketing da HubSpot, Topkin se concentra na experiência do usuário (UX) e na compreensão do comportamento do usuário.

Ele diz: “Existem várias maneiras de capturar a motivação de seus clientes para interagir com sua marca, e muito disso dependerá de como você estruturou as coisas e de onde seu público está interagindo com a marca / empresa”.

Você pode considerar pesquisas, mídias sociais ou entrevistas com clientes. O envolvimento com seus clientes pode ajudá-lo a entender as decisões deles.

Topkin acrescenta: “Você ficaria surpreso ao ver como os usuários estão dispostos a conversar com você e compartilhar suas experiências. Essas sessões devem durar entre 15 e 20 minutos e você deve estar preparado com perguntas específicas a serem feitas. Usamos o Zoom para essas entrevistas/sessões com usuários, e obtive muitos insights com essas informações. Além disso, se você tiver algum fluxo de marketing voltado para a obtenção de usuários, você poderá incluir um email que convida um usuário a falar sobre sua experiência com alguém da sua empresa e, em seguida, ter um conjunto específico de perguntas preparadas para essa sessão.”

Além disso você também precisa pensar em escalabilidade. “Muitas organizações lutam com isso porque seus métodos são muito grandiosos e não são escaláveis ​​a longo prazo. Automatize o máximo possível – pesquisas, campos de formulário, fluxos de trabalho etc.”, diz Topkin.

4. Tim Friesner, professor de marketing

Estratégia de marketing: estudo do comportamento do consumidor

Como professor de marketing, Friesner cria cursos e treinamentos de marketing on-line. Para estudar o comportamento do consumidor, ele diz que você precisa fornecer valor e satisfação do cliente, além de direcionar efetivamente seus clientes.

Além disso, você deseja entender como os clientes veem seu produto em comparação com seus concorrentes. Qual é a sua vantagem competitiva? Como você pode melhorar seus produtos e serviços?

Se você se lembrar disso, comece a entender como comercializar seu produto ou serviço para seus clientes.

5. Lars Perner, da Escola de Negócios Marshall

Estratégia de marketing: aplicando o comportamento do consumidor

Como professor de marketing, Perner é professor assistente de marketing clínico na Escola de Negócios Marshall da Carolina do Sul.

Ele diz: “A aplicação mais óbvia do comportamento do consumidor é a estratégia de marketing – ou seja, a criação de melhores campanhas de marketing. Por exemplo, ao entender que os consumidores são mais receptivos à publicidade de alimentos quando estão com fome, aprendemos a agendar anúncios de lanches mais para o final da tarde.”

Além disso você pode aplicar seu conhecimento do comportamento do consumidor no marketing social. O marketing social envolve transmitir ideias aos consumidores em vez de vender alguma coisa. Isso se resume ao fator social de comprar algo. Os consumidores consideram as normas culturais e pensam em como as outras pessoas as veem.

Compreender o comportamento do consumidor não é uma tarefa fácil. No entanto, você pode usar essas teorias do comportamento do consumidor para criar estratégias para sua próxima campanha de marketing.

Tendência em lojas em Tupã

Pode ser que a Rua Aimorés em Tupã lance uma nova tendência: lojas com slogans inspirados em músicas:

Aqui temos dois exemplares: o petshop que tirou inspiração do Sidney Magal…

…e no fundinho a loja de variedades que tirou inspiração do Cazuza…

Atualização sobre “Bradesco querendo pagar de descolado”

Esse post é uma atualização de outro post que escrevi em 24 de julho de 2019: https://www.denisgomes.com.br/2019/07/24/bradesco-querendo-pagar-de-descolado/

Na ocasião falei de o Bradesco querendo abocanhar os clientes que estão correndo para os bancos digitais e resolveu “inovar” oferecendo conta corrente MEI gratuita por um ano, e abertura pelo próprio celular. Então resolvi experimentar.

E a minha opinião é: os grandes bancos não têm qualquer chance contra os bancos digitais.

Abrir a conta pelo aplicativo foi bem fácil, começar a usar também. Os problemas vieram no atendimento, que apesar de cortês e de ter sido contatado por alguém da agência local para me dar as orientações iniciais, deixou a desejar pelo banco como um todo.

Primeiro, não cumpriram oferta: cobraram uma tal de tarifa de cartão não uma, mas duas vezes. O atendente da agência local prometeu resolver o problema mas nada foi feito.

Acho que os grandes bancos dificilmente vão largar o osso de cobrar tarifa para tudo quanto é coisa. Tudo bem, eles possuem estruturas muito grandes e precisam cobrar para manter isso – ou você acha que aquela agência onde você vai e tem um monte de funcionários não tem custo pra ficar lá? 😀

E eu não me importo de pagar por serviços, mas pelo menos devem cumprir o que foi ofertado. Se era sem mensalidade por 1 ano, então…

Segundo, a experiência de abrir e usar a conta não é a experiência com a qual estamos acostumados hoje com a nova geração de bancos. NuBank, Inter, Original e demais bancos nos fizeram conhecer um futuro onde as coisas simplesmente funcionam, de forma simplificada, e o atendimento é simples e direto.

Essa “nova fase” do Bradesco é basicamente mais do mesmo, apenas com uma roupagem diferente.

Até o próprio cartão Next (que eu tenho, e é outra tentativa do Bradesco de estabelecer um banco digital descolado) tem uma experiência que é nitidamente de um banco tradicional – é preciso passar por SEIS telas diferentes (com os correspondentes tempos de espera de carregamento) para fazer um TED para você mesmo em outro banco.

Terceiro, a experiência do aplicativo de internet banking no celular. Ela pode ser apropriada para empresas maiores, onde há uma maior hierarquia e controle sobre as operações. A quantidade de funções também é muito grande para uma pequena empresa.

Acredito que seria interessante o Bradesco reconsiderar isso oferecendo produtos diferentes de acordo com o tamanho da empresa, ou seja, um produto para MEI, outro para pequenas e médias empresas, e outro para grandes empresas. Cada um tem suas necessidades específicas, colocar todo mundo no mesmo balaio não parece adequado.

Por fim, uma palavra sobre o atendimento: além dessa conta empresarial eu também tenho uma conta pessoa física, que também abri para testar. Enviei documentação para alteração de endereço há cerca de uma semana e até agora os documentos não foram analisados. Nos bancos digitais, basta uma conversinha por chat que é tudo resolvido, quando não por dentro do próprio aplicativo.

Porque odiamos? O racismo destruído em um minuto

Achei este interessante vídeo da professora de ensino fundamental Jane Elliott. Ela estudou o racismo durante muitos anos e conduziu experimentos interessantes para mostrar que racismo e ódio são coisas que são “ensinadas” às pessoas. O vídeo está em inglês mas segue abaixo a transcrição e tradução.

Apresentador: Porque odiamos?

Jane: Odiamos porque somos ensinados a odiar. Odiamos porque somos ignorantes. Somos o produto de pessoas ignorantes que aprenderam uma coisa ignorante, que é a que existem quatro ou cinco raças diferentes. Não existem quatro ou cinco raças diferentes, só existe uma raça na face da terra e todos nós somos membros dessa raça, que é a raça humana.

Mas nós separamos as pessoas em raças para que alguns pudessem se sentir superiores aos demais. Achamos que isso poderia funcionar, mas não funcionou, foi muito ruim para todos.

É hora de acabar com isso. Não existe gene para raça, não existe gene para intolerância, você não nasce sendo intolerante, você aprende a ser intolerante. E tudo que você aprende pode ser desaprendido.

É hora de desaprender a intolerância, é hora de acabar com isso e é melhor fazer isso rapidamente. Eu sou educadora e como educadora a minha missão é afastar as pessoas da ignorância, a ignorância de que você é melhor ou pior do que alguém com base na quantidade de pigmento na pele. A cor da pele não tem nada a ver com inteligência ou com o seu valor como um ser humano. É hora de acabar com isso.

Caso queira saber mais sobre a professora e as experiências que ela fez para chegar a estas conclusões, assista à entrevista abaixo que ela deu para a NBC. O vídeo tem legendas em inglês mas é possível usar a tradução automática para o português:

Wi-fi, velocidades e coberturas

Em minha postagem anterior eu falei um pouco sobre internet de alta velocidade em Tupã, mas o assunto de internet em alta velocidade, obviamente, é interessante a todos e não só aos moradores da cidade ????

Após a instalação da minha conexão, comecei a ponderar sobre a questão da velocidade ao utilizar um roteador wi-fi. E me vieram uns pontos que acredito serem relevantes de se considerar se você pretende ter uma conexão de altíssima velocidade.

A maioria das pessoas utiliza, tanto no trabalho quanto em casa, um roteador wireless (Wi-Fi) para que seja prática a conexão entre computadores, smartphones, tablets, smart TVs e a internet. Claro, afinal não é preciso passar cabos. Muito prático.

Porém o que ocorre é que o protocolo utilizado numa conexão Wi-Fi, conhecido como 802.11, não foi exatamente projetado para permitir altíssimas velocidades. Se você possui conexão a internet com até 100 mbps de velocidade você não tem com o que se preocupar – mas acima disso a coisa fica bem comprometida.

Mas Denis, o meu roteador diz que ele aceita até 300 mbps!

A versão mais recente deste protocolo, chamada de 802.11n, permite sim uma velocidade máxima teórica de 300 mbps, mas uma velocidade prática de cerca de 150 mbps. Além disso para conseguir esta façanha esse protocolo utiliza 3 canais de comunicação. O wi-fi disponibiliza 11 canais de comunicação diferentes, e ao usar 3 canais por vez isso aumenta em muito as chances de interferência com seus vizinhos, o que pode reduzir ainda mais a sua velocidade.

E isso sem falar em interferências com outros dispositivos como teclados e mouses sem fio (que também operam em 2,4 GHz), fornos de microondas, etc.

Além disso o dispositivo que se conectar ao roteador precisa suportar o 802.11n para ter acesso a tudo isso. Se ele for mais antigo ele irá se conectar nos modos 802.11g ou 802.11b, que são mais lentos. Geralmente os roteadores fornecem também esses modos de conexão por questões de compatibilidade.

Mas calma que fica pior: para (talvez) tentar contornar essa situação surgiu mais um protocolo de rede que utiliza uma frequência diferente. O padão no wi-fi é transmitir a 2,4 GHz e o novo protocolo transmite em 5 GHz. É uma frequência diferente e portanto haveria menos interferência e maior velocidade, certo?

Bem, sim e não. Esse novo protocolo permite velocidades maiores (teórica 900 mbps, prática 450 mbps) mas ao custo de um alcance muito reduzido, de no máximo 70 metros sem impedimentos (contra 125 metros do protocolo citado anteriormente). E claro, quanto mais gente usando 5 GHz, maiores as interferências – de novo.

Conclusão

Se você possui internet de alta velocidade – acima de 100 mbps – ou se a sua empresa precisa transmitir arquivos muito grandes em sua rede interna – por exemplo, uma empresa de fotografia ou de edição de vídeos – o wi-fi não é a solução ideal, apesar de toda a sua praticidade.

Se você quer obter a velocidade máxima, você deve conectar seus dispositivos através de um cabo de rede.

Mas isso não significa que você não pode usar o wi-fi. Você pode conectar o seu dispositivo principal – seu computador de trabalho por exemplo, ou o seu videogame (pra você baixar aqueles jogos gigantes) – via cabo, e os demais dispositivos via wi-fi, sem problema algum.

Se você conectar-se somente via wi-fi, pode ser que você não consiga obter a máxima velocidade de sua conexão – e a culpa não será do seu provedor de internet.

E o seu provedor de intenet também deveria lhe orientar sobre isso e não apenas dizer que você deve comprar o roteador X ou Y.

Internet de alta velocidade em Tupã

Estou de mudança para um novo endereço e resolvi aproveitar a promoção de um provedor de internet de fibra óptica da cidade: 240 mbps de velocidade de download por apenas R$ 99,90 por mês. Meu provedor atual oferece 100 mbps por esse mesmo preço. Como é bom ter concorrência ????

Então resolvi fazer essa pequena postagem apenas para indicar os provedores de internet de alta velocidade em Tupã/SP, caso você esteja interessado em instalar ou mudar o seu provedor atual.

Provedores de internet via fibra óptica em Tupã

As conexões são do tipo FTTH, ou seja, fibra até dentro de sua casa. Todos estes provedores possuem cobertura praticamente em todos os bairros da cidade. A lista não está em nenhuma ordem em particular:

  • Migo Internet – com planos entre 25 e 150 mbps de velocidade de download
  • Webby Internet – com planos entre 240 e 500 mbps de velocidade de download
  • Yes Telecom – com planos entre 10 e 200 mbps de velocidade
  • Bit Fibra – com planos entre 30 e 150 mbps de velocidade de download
  • Max Communication – os planos não estão listados no site
  • TV Cabo Tupã (antiga Cabonnet) – com planos entre 10 e 350 mbps de velocidade de download

Duas informações importantes:

  • Planos mais caros (com maior velocidade) só são úteis em situações como download de arquivos grandes (filmes, jogos do Playstation/Xbox, aplicativos, etc) ou upload de arquivos grandes (vídeos de alta qualidade para o YouTube, material para trabalho, etc). Velocidades maiores não costumam afetar coisas como assistir vídeos no YouTube ou Netflix, ou ainda a navegação em geral. A Netflix por exemplo necessita de apenas 5 mbps para vídeos em HD ou 25 mbps para vídeos em Ultra HD (4K).
  • Roteadores wi-fi sofrem bastante com altas velocidades pois o protocolo wireless não foi projetado para lidar com velocidades muito altas. E mesmo roteadores como aqueles que prometem 300 mbps de velocidade acabam sofrendo também com interferências de sinal dentro da sua casa (até mesmo um mouse sem fio poderia causar isso) e com os seus vizinhos que também estão usando roteadores wi-fi. Ou seja: pode ser que você não consiga usar toda a velocidade de internet contratada, e a culpa pode não ser do seu provedor.

Provedores de internet móvel em Tupã

Se você não está em uma área de cobertura de internet via fibra óptica, a internet móvel pode ser uma boa opção. Infelizmente os pacotes ainda são um tanto limitados em consumo mensal, porém a velocidade é muito boa e a concorrência tem feito com que os pacotes aumentem cada vez mais.

Para usar em casa e compartilhar com computadores, tablets e celulares é necessário usar um roteador especial, um que já venha com o slot para o chip, ou um que aceite ligar o modem 4G (nem todos aceitam). As opções de internet móvel são:

  • Claro – 4G muito bom em Tupã, com velocidades entre 5 e 40 mbps. O acesso não é cortado ao final da franquia.
  • TIM – 4G razoável, mas franquias menores que as da Claro.
  • Vivo – A pior operadora na minha opinião, mas muita gente cita a questão da cobertura de sinal, então…

Não citei a Oi porque o mapa de cobertura não mostra um bom sinal para Tupã, embora não tenha testado na prática. Antes de assinar consulte sempre o mapa de cobertura da operadora desejada.

Dica: Mesmo que a operadora não tenha cobertura em sua localização, ainda pode ser possível conseguir sinal usando uma antena repetidora/amplificador de sinal. Esses equipamentos podem captar sinais a até 60 km de distância dependendo da geografia da sua localização.

Provedores de internet via satélite em Tupã

Agora, se você não mora mas se esconde ???? aí o jeito pode ser a internet via satélite, se não houver nenhuma cobertura 3G ou 4G ou se você mora numa região rural muito afastada e não pode/não quer usar uma antena repetidora de celular.

A internet via satélite é a mais cara de todas, mas ela chega em qualquer lugar mesmo. Atualmente temos estes provedores em operação no Brasil:

  • Hughes Internet – Confirmado com disponibilidade de instaladores em Tupã
  • Yahsat – O novato na área, mas ainda não liberou instalação em Tupã

As opções estão aí, cada qual apropriada a uma situação diferente. Avalie o seu caso e veja a melhor opção para você se conectar em alta velocidade à internet.

Vivo sendo Vivo coloca uma pegadinha nos planos Controle

Surpresa nenhuma, afinal se trata da Vivo…

Vi no CanalTech que a Vivo reformulou seus planos Controle. Agora existem duas versões: uma anual (com fidelização) e uma mensal. As diferenças entre eles são:

  • Os planos anuais trazem 500 MB de internet a mais por mês
  • Os planos anuais trazem ligações ilimitadas para todo o Brasil (os planos mensais, somente ligações locais

Mas qual é a pegadinha?

Atenção porque essa é uma inovação no mundo dos negócios. Nunca vi tanta f************* junta.

A fidelização é automática. Se você cancelar antes dos 12 primeiros meses tem multa. Até aí tudo bem, muitas empresas fazem isso para permitir, por exemplo, instalação grátis para novos clientes.

Mas por ser automática, a fidelização é renovada após os 12 primeiros meses, bem como a multa. Ou seja: o único jeito de sair da Vivo sem pagar multa, se você entrar nesses planos anuais, é cancelar o plano exatamente no dia da renovação. Se você cancelar com 3 meses de assinatura, tem multa. Se você cancelar com 20 meses de assinatura, tem multa também. E assim por diante.

Em outras palavras: nunca dá pra cancelar sem multa, exceto em um único dia específico que só ocorre a cada 365 dias.

Leia a matéria do CanalTech, é simplesmente inacreditável.

Bradesco querendo pagar de descolado

Acabei de ver no Twitter que o Bradesco agora tá querendo pagar de descolado.

Eu vi essa oferta de um ano sem tarifas para pessoa jurídica MEI e resolvi baixar o app para abrir a conta e conhecer a oferta. Eu já sou cliente pessoa física e jurídica do Banco Inter e tenho contas em praticamente todos os bancos digitais, resolvi abrir no Bradesco pra… vai que tem alguma novidade, né. Então tá aí a minha experiência:

  • Abrir a conta pelo app foi bem fácil, apesar de ter que preencher uma boa quantidade de dados.
  • Depois de aberta, depositei 15 reais apenas para testar algumas funcionalidades.
  • Algum tempo depois, para a surpresa de ninguém, o banco debitou a primeira mensalidade da conta – e isso que disseram que não cobrariam por um ano. Velhos hábitos são difíceis de quebrar.
  • O gerente da agência local entrou em contato por telefone para me dar as boas vindas e auxiliar em algo. Citei os serviços que precisaria para a minha empresa e citei a questão da tarifa, que ele prometeu verificar. Até agora não estornaram.
  • Um dos serviços que uso é o de cobrança via boleto. Demorou uns bons dias para o banco liberar o serviço na minha conta (precisava de análise prévia) e depois disso eu fui obrigado a abrir o internet banking pelo computador, instalar o módulo de segurança deles (coisa que odeio e nunca faço, e que nenhum banco digital de verdade exige) só para clicar em um link ATUALIZAR CONTA DE COBRANÇA, caso contrário não conseguiria emitir boletos. Nem mesmo o atendente da agência conseguiu fazer isso por mim.
  • O sistema tem uma quantidade inacreditável de opções. Talvez isso seja bom para médias ou grandes empresas, mas definitivamente são muitas opções para uma pequena empresa ou MEI.
  • E claro, como é de praxe em qualquer banco não digital, tem sempre que fazer algum tipo de liberação que só pode ser feita em caixas automáticos. (A propósito: pior ainda o Banco do Brasil, que de vez em quando o aplicativo é atualizado e a validação do celular é perdida, exigindo que eu vá até o caixa automático; já fiz isso umas 4 vezes ao longo do tempo).

E é claro, a galera no Twitter não perdoou:

No Banco Inter, em comparação:

  • Abre a conta por app em 1 ou 2 dias
  • Se já tem conta pessoa física, abrir uma conta MEI é praticamente instantâneo (já que eles já tem os seus dados)
  • Dá pra emitir boletos imediatamente
  • Não precisa instalar nenhum módulo de segurança nem nada do tipo para usar o internet banking pelo PC. É utilizado apenas o famoso token (autenticação OTP) que é ativado pelo próprio celular sem precisar ir a nenhuma agência. O mesmo tipo de segurança OTP é usado por Google, MercadoLivre, Instagram e vários sites quando detectam um acesso incomum.
  • Tem tudo que eu preciso exceto cartão de crédito (isso você pode ter na conta pessoa física) e cheque especial (não uso, mas o Bradesco prometeu verificar pra mim e não liberou nem me deu resposta sobre isso).

Resolvi escrever este post não para puxar o saco do Inter ou para ter alguma vantagem, mas apenas para comparar a velha e a nova geração. Acho engraçado os bancos “velhos” quererem se comparar aos novos que são mais modernos, eficientes e bem alinhados às novas tecnologias e tendências.

Dificilmente um banco – ou qualquer empresa – grande consegue ser ágil e eficiente. É como um lutador grande e musculoso: ele bate forte e pesado, mas é lento. Um lutador magricela tem agilidade e pode conseguir derrubar um grande usando inteligência.